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Caraguatatuba inicia 16 Dias de Ativismo e leva debate sobre violência – inclusive digital – a todas as secretarias

Publicada em: 25/11/2025 18:30 -

Caraguatatuba inicia os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres com rodas de conversa em todas as secretarias e foco na violência digital.


Caraguatatuba entra em ação pelos 16 Dias de Ativismo

Caraguatatuba deu início, nesta terça-feira, 25 de novembro de 2025, à campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” dentro das próprias secretarias municipais. A mobilização é promovida pela Secretaria de Assistência Social e integra o movimento internacional coordenado pela ONU Mulheres, que ocorre todos os anos entre 25 de novembro (Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). 

Além disso, a edição de 2025 adota o tema global definido pela ONU Mulheres: “Unidos para acabar com a violência digital contra todas as mulheres e meninas”, chamando atenção para agressões que acontecem nas redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas online.


O que são os 16 Dias de Ativismo?

Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres formam uma campanha mundial criada em 1991 por ativistas no Instituto de Liderança Global das Mulheres e, desde então, coordenada anualmente pelo Centro para Liderança Global das Mulheres, com apoio da ONU Mulheres. A proposta é mobilizar governos, organizações e sociedade civil para prevenir e enfrentar todas as formas de violência baseada em gênero

No Brasil, o período ganha ainda mais força porque se conecta com campanhas nacionais como os 21 Dias de Ativismo, que vão de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, até 10 de dezembro, reforçando o recorte racial da violência de gênero. 

Os dados recentes mostram a gravidade do problema: segundo a ONU, uma em cada três mulheres no mundo sofre algum tipo de violência ao longo da vida e, em 2024, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros íntimos ou familiares – uma a cada 10 minutos, o equivalente a 137 vítimas por dia


Foco em violência digital: o que muda em 2025

Em 2025, o mote “Unidos para acabar com a violência digital contra todas as mulheres e meninas” coloca em evidência um tipo de agressão que cresce na mesma velocidade em que se expande o acesso à internet. 

Entre os exemplos de violência digital de gênero estão:

  • ameaças e xingamentos nas redes sociais;

  • compartilhamento não consentido de imagens íntimas;

  • deepfakes com conteúdo sexualizado;

  • perseguição online (stalking);

  • campanhas de ódio e ataques coordenados contra mulheres jornalistas, lideranças comunitárias, políticas e ativistas.

Essas violências acontecem no ambiente virtual, mas têm impactos muito reais na saúde mental, na segurança, na reputação e até na permanência de mulheres na vida pública e profissional.


Como será a campanha em Caraguatatuba

Em Caraguatatuba, a campanha foi aberta com uma roda de conversa na própria Secretaria de Assistência Social, conduzida pela equipe técnica do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Cerca de 40 servidoras e servidores participaram do encontro inicial, que abordou violência contra mulheres, crianças e adolescentes tanto no ambiente digital quanto no cotidiano, reforçando a importância de informação, escuta e denúncia.

Ao longo dos 16 dias, o trabalho será levado para todas as secretarias municipais, em uma espécie de “caravana de sensibilização”:

  • CREAS e Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) vão conduzir rodas de conversa com os servidores; 

  • serão discutidos tipos de violência de gênero, canais de denúncia, fluxo de atendimento em Caraguatatuba e protocolos para acolher mulheres em situação de violência;

  • o objetivo é fortalecer práticas institucionais de acolhimento, prevenção e respeito, além de qualificar o atendimento em situações de violência contra a mulher.

A programação inclui encontros em secretarias como Esportes, Saúde, Educação, Governo, Urbanismo, Turismo, Serviços Públicos, Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Administração, Fazenda, Meio Ambiente, Habitação, Planejamento, Comunicação Social, Tecnologia da Informação, entre outras, sempre em horários definidos para facilitar a participação das equipes.


Caminhada “Laço Branco”: homens também entram na luta

As atividades serão encerradas no dia 10 de dezembro com a tradicional Caminhada “Laço Branco”, movimento global que convoca homens e mulheres a se posicionarem publicamente contra a violência praticada por homens contra mulheres.

O Laço Branco surgiu no Canadá, nos anos 1990, após o massacre de 14 mulheres em uma escola de engenharia, e hoje é símbolo internacional do compromisso de homens em não cometer, não aceitar e não silenciar diante da violência de gênero. A caminhada em Caraguatatuba reforça essa mensagem e marca o fim dos 16 dias de mobilização, mas com o recado de que a luta precisa continuar o ano todo.


Rede de proteção às mulheres em Caraguatatuba

Caraguatatuba vem fortalecendo, nos últimos anos, uma rede estruturada de atendimento e proteção às mulheres em situação de violência. A partir da Secretaria de Assistência Social, o município oferece:

  • CIAM – Centro Integrado de Atendimento à Mulher: atendimento psicossocial e jurídico, grupos de apoio e encaminhamentos para outros serviços;

  • CREAS: acompanhamento de casos de violência, articulação da rede de proteção e ações de sensibilização;

  • articulação com saúde, segurança pública, justiça, educação e organizações da sociedade civil, formando uma resposta integrada.

 

Além disso, canais nacionais como o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e o Disque 100 seguem disponíveis para denúncias, orientação e encaminhamento em todo o país.

 Fonte: Prefeitura de Caraguatatuba/SP

Foto: Luis Gava/PMC

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