Caraguatatuba reforça rede de atendimento à mulher vítima de violência com acolhimento, CIAM, casa de apoio e canais de denúncia 24h. Confira.
Estrutura de atendimento em Caraguatatuba
O município de Caraguatatuba conta com uma rede estruturada de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. Um dos pilares é a Casa de Acolhimento Provisório para Mulheres em Situação de Violência Doméstica — inaugurada em 2023 como o primeiro serviço desse tipo na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.
O acolhimento funciona para mulheres com mais de 18 anos e seus filhos menores de 18 anos, com permanência de até 30 dias, além de equipe multidisciplinar para apoio à autonomia, segurança e autoestima.
Atendimento técnico e articulação da rede
O serviço também atua de forma articulada com outras unidades-chave:
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Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), que presta atendimento técnico especializado para mulheres vítimas de violência física, psicológica ou moral.
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A delegacia especializada Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), órgãos de segurança e a rede de assistência social municipal.
Essa integração promove atendimento humanizado e com encaminhamento adequado, permitindo às mulheres o acesso a múltiplos serviços de apoio.
Direitos, denúncias e canais de contato
Segundo a rede estadual, o Estado de São Paulo oferece diversos serviços para essas vítimas, incluindo abrigo provisório, auxílio-aluguel e aplicativo de apoio.
No âmbito municipal, as mulheres em Caraguatatuba têm à disposição os canais de denúncia: o Ligue 180 (gratuito, 24h) para toda a rede nacional de atendimento.
Também podem procurar atendimento presencial na DDM ou no CIAM, garantindo que as vitimas possam acionar a rede de proteção de forma acessível e contínua.
Desafios e perspectivas
Embora a estrutura exista, o enfrentamento da violência contra a mulher exige atenção constante:
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Garantir que mais mulheres conheçam os serviços disponíveis.
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Assegurar que os encaminhamentos sejam ágeis, dado que a moradia provisória é de curta duração (até 30 dias).
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Ampliar os mecanismos de prevenção, para além do acolhimento, incluindo educação, mudança de cultura e responsabilização dos agressores.
Nesse sentido, a aprovação de programas como o “Tempo de Despertar” (direcionado a homens envolvidos em violência doméstica) indica avanço local no debate de gênero.
Em Caraguatatuba, a rede de atendimento à mulher vítima de violência torna-se cada vez mais completa: do acolhimento à denúncia, passando pelo suporte técnico especializado. Porém, a eficácia depende da articulação contínua, do conhecimento público desses serviços e da capacidade de atuação rápida.
Para quem precisa: saiba que existe acolhimento, você não está sozinha. A rede está disponível para garantir seus direitos.
Fonte: Prefeitura de Caraguatatuba/SP

