A exposição “Mariuô”, de Daniela Aquino, chega à Fazenda Engenho D’Água para dialogar com ancestralidade africana por meio de ferro, bordado e memória.
De 11 de outubro a 3 de novembro de 2025, Ilhabela acolhe a exposição inédita “Mariuô”, da artista visual Daniela Aquino, no espaço histórico da Fazenda Engenho D’Água. A mostra foi contemplada pelo Programa de Estímulo à Cultura de Ilhabela (PEC 2024).
“Mariuô” propõe um encontro artístico entre o ferro e o bordado, resgatando saberes de matrizes africanas com delicadeza e força. Inspirada no Mariuô — folhas de palmeira sagrada usadas em cultos afro-brasileiros como símbolos de proteção e equilíbrio —, as obras transitam entre superfícies rígidas e tecidos maleáveis, convidando o público à reflexão sobre ancestralidade, espiritualidade e identidade.
Quem é Daniela Aquino e sua trajetória artística
Artista multidisciplinar, Daniela Aquino reside em Ilhabela desde 2021. Em seu percurso, ela desenvolveu exposições como “Cosmograma” (2022) e “Dikenga” (2024), nas quais já explorava temas como ritos, símbolos africanos, bordados e relações entre espaço, corpo e espiritualidade.
Sua formação inclui Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, com reconhecimentos em diversos salões e iniciativas de arte pública. Sua pesquisa estética combina técnicas mistas, uso simbólico de materiais e compromisso com narrativas de memória cultural afro-brasileira.
O que esperar da exposição
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Obras em técnica mista: ferro trabalhado e bordados que exploram contrastes de textura, dureza e fluidez.
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Um espaço historicamente rico: a Fazenda Engenho D’Água reforça o diálogo entre arte contemporânea e território, evocando memórias locais.
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Experiência imersiva: o público poderá refletir sobre ancestralidade, espiritualidade, pertencimento e identidade negra.
Informações práticas para visitação
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Período | De 11 de outubro a 3 de novembro de 2025 |
| Horário | Das 10h às 17h diariamente |
| Local | Fazenda Engenho D’Água, Ilhabela/SP |
| Entrada | Gratuita, classificação livre |
| Curadoria & Produção | Curadoria por Paulo Dias; fotografia de Hon.Ras Gui; produção local Thatyana Albuquerque; executiva Rachel Mugayar |
Significados, impactos e relevância cultural
“Mariuô” vai além de uma exposição visual:
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Resgate cultural: valoriza símbolos e práticas afro-brasileiras muitas vezes silenciadas ou marginalizadas.
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Diálogo entre passado e presente: o uso do espaço histórico intensifica a tensão e o encontro entre memória e contemporaneidade.
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Reflexão sobre identidade: convida visitantes a pensar sobre ancestralidade, espiritualidade e pertencimento.
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Acesso e democratização: com entrada gratuita e localização acessível, amplia o alcance da arte para diferentes públicos.

